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Postado em 18 de Julho de 2014 às 09h17

Sociedade mutuense vai às ruas protestar por mais segurança

População está indignada com crescente onda de violência e cobra mais atenção dos poderes na esfera estadual e federal

Cerca de 2,5 mil pessoas participaram de uma manifestação pacífica em Nova Mutum, na tarde desta quinta-feira (17), com o propósito de reivindicar melhorias nas políticas de segurança pública e combater a onda de violência e criminalidade registrada no município e região. Com faixas, cartazes e vestes pretas a população demonstrou sua revolta e sentimento de luto. À frente da passeata – que percorreu o Centro da cidade do trevo da BR 163 até o Fórum de Justiça –, familiares e amigos do jovem comerciante Davyd Cossul, assassinado esta semana durante um assalto, pediam justiça.

Conforme conclamação da Associação Comercial e Empresarial de Nova Mutum e Câmara de Dirigentes Lojistas (Acenm/CDL), muitos estabelecimentos comerciais fecharam as portas durante o ato. Empresários e colaboradores participaram juntos da passeata.

O movimento nasceu por iniciativa da sociedade civil organizada. Na tarde da quarta feira (16), empresários e agricultores se reuniram na sede da Acenm/CDL para discutir ações emergenciais de combate ao problema da violência. Por unanimidade os presentes apoiaram a iniciativa de se iniciar o movimento realizando um grande manifesto, com passeata em via pública, para o qual convidaram toda a população do município. Instituições locais como a OAB, Conselho Municipal de Segurança e poderes Executivo e Legislativo aderiram ao manifesto e, juntamente com a Acenm/CDL, redigiram uma carta de intenções e coletaram assinaturas da população para envio às autoridades constituídas da esfera estadual e federal.

“A situação é urgente. Precisamos rever nossa legislação penal e a atuação dos órgãos de justiça, e pra isso precisamos sensibilizar nossos legisladores e representantes em Brasília. A origem do problema da violência é muito ampla, passa pela educação e por uma série de aspectos sociais, mas a impunidade e ineficiência do sistema penal, somada a carência de investimentos na segurança pública, têm pesado muito para a proliferação da criminalidade” expõe o presidente da CDL, Rodrigo Rigoni.

O presidente da Acenm, Carlos Alexandre Saito, complementa: “O crescimento econômico traz muita coisa boa, mas quando não é acompanhado de investimentos pode trazer problemas sociais como o da violência. Nosso município produz muita riqueza para o Brasil e precisa de investimentos à altura dos impostos que pagamos. E para que a segurança seja realmente efetiva, garantindo tranquilidade para o cidadão de bem trabalhar, é preciso impedir a ação dos criminosos”.

Nos próximos dias a comissão formada pelas instituições envolvidas voltará a se reunir para organizar a expansão do movimento a outros municípios da região e levar as reivindicações aos destinatários.

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Assessoria de Imprensa – Acenm/CDL
Agência Folk – Comunicação Integrada
Tiago Franz – Jornalista 3621SC

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